sexta-feira, 11 de julho de 2008

"Comme Si De Rien N'Etait"

Carla Bruni é uma puta gata (ops, o PUTA aqui é ADVÉRBIO de INTENSIDADE, ok?)
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E ela até que NÃO canta tão mal assim!
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Mas quem se importa com isso?

A eX-top italiana virou a atual primeira-dama da França e, como tal, vem CAUSANDO como manda a tradição no país do Moulin Rouge.

E eu acabei de escutar a musiquinha dela no tal YOUtube.

Na tal musiquinha, "Comme Si De Rien N'Etait" (Como se não fosse nada), Carlota diz que já pegou mais de uma dezena de carinhas (uhuuu, vem pra Augusta, cherry!)

E ela tb se refere a um tal de PÓ colombiano(hã?).



Como assim, Carlota?

Será que a mulher do insosso Sarkozy já quer dar uns TECOS no bonitinho do Lorenzo Bittencourt, este autêntico 'talquinho' franco-colombiano?

Mas eu vi primeiro, tia Carlota... heee!!!

E ninguém ainda sabe se foi uma patacoada ou não a libertação da Ingrid Bittencourt das garras das FARC, se tudo não passou de uma armação e bláblá.
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Contudo, a única CERTEZA que todo mundo tem é uma só:
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LorenZo surgiu para o MUNDO, uêêêba!
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Tá todo mundo querendo SEQUESTRAR esse guri e levar pra cama, tem gente chamando o bonitinho de meu Tadzio versão das FARC (Morte em Veneza ou em Bogotá, hein?) e de meu Rimbaud com trilha sonora da ShaKira.


Mas não tem jeito não, esse moleke apetitoso será raptado urgentemente e levado pros Lençóis Maranhenses.
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Meu amor vai me matar mas EU vou ROUBAR essa mulher pra mim... hahaha!!!
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Vandinha Addams ao lado do guapo da vez

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quinta-feira, 3 de julho de 2008

Não sobre o AMOR

O que você faria se alguém que você ama tanto te pedisse pra falar de tudo com ele, absolutamente tudo, menos sobre o AMOR?

Quem sabe você falasse do tempo, do clima, dos lugares que vc não visitou, de tudo que vc vivenciou ou não, da tua comida de ontem, da tua bebida de hoje, do teu tédio de amanhã, do teu MEDO da vida em qualquer época, lugar, situação...

Medo de dizer o essencial...
Medo de amar d+, talvez...
Mas AMOR não pode!

Não se fala, não se escreve, não se comenta de forma alguma sobre esse assunto...
Só se sente, só se ama em silêncio e... E é só!

É esse o ponto crucial da peça de câmera "Não sobre o Amor", que eu vi semana passada no CCBB.


A peça fala basicamente das cartas que o autor russo Victor Shklovsky escreveu para a sua Alya, uma mulher que nunca existiu.

Quem existiu, na verdade, foi Elsa Triolet.

Alya e Elsa seriam a mesma pessoa?

Metáforas não faltam nesse espetáculo, rola uma atmosfera de alucinações, idealizações, projeções, desejos, sonhos...

Mas isso não quer dizer que a coisa - cenicamente falando - fica confusa.

Mesmo quem nunca leu nada sobre Victor Shklovsky ou qualquer outro autor russo vai entender a peça direitinho.

Tá tudo muito bem estruturado na narrativa, feito por quem entende do traçado.

E quem assina a direção dessa peça é o Felipe Hirsch, da festejada Sutil Companhia, uma trupe que tem norteado os seus trabalhos com temáticas carregadas de nostalgia, recordações e saudades.

No elenco, Leonardo Medeiros e Arieta Corrêa.
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Nem há muito o que falar sobre o Leonardo Medeiros, né... Quem gosta de teatro e cinema sabe que ele é um puta gande ator e que, agora e finalmente, vem ganhando reconhecimento do grande público.

Além de arrasar no teatro, ele tá fazendo a novela do João Emanuel e, tb, tem protagonizado doze entre dez filmes bacanas do nosso cineminha brazuca.

Entre alguns desses filmes com o Leonardo Medeiros, tá em cartaz atualmente "Corpo", dirigido pela dupla Rossana Foglia e Rubens Rewald.

Ah, pra quem ainda não viu "Cabra Cega", eu só tenho a dizer que é um filme do caralho, com interpretações fantásticas, muito comovente, que se passa praticamente todo em um apartamento e mexe com os difíceis Anos de Chumbo que calaram o nosso país. Uma ferida que continua aberta, um tema que ainda tá longe de se esgotar seja na literatura, seja no cinema, seja no teatro, etc.

Mas isso são outros 500.
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Já a Arieta Corrêa...
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Bem, ela tá deslumbrante nessa peça. Sua personagem tem pouquíssimo texto, quase não fala, parece mais uma alucinação que anda e desanda por todo o cenário, o que cai de uma forma perfeitinha pra Arieta, uma atriz que fotografa muitíssimo bem.
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Eu sempre a achei muito bonita em cena. Arieta sempre me lembrou uma amiga minha, que tb é atriz e tão linda quanto a Arieta: a Luciana Cantom.
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Ambas têm traços fortes, carão quase quadrado, uma beleza andrógina, ambivalente, etérea...
Adoooro criaturas com essas características.
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Luciana, uma deusa, né?


E se estas criaturas forem atores e atrizes... Huuum, já me ganha de cara e pela cara. Quando são talentosas então, que é o caso de Luciana e da Arieta, aí eu já quero roubar pra mim... hehehe!

Mas me lembro de Arieta em "O Canto de Gregório" e "Antígona", do Antunes. Tb a vi em cena no tal Prêt-à-Porter do CPT. E sempre a achei uma atriz bem interessante.

Em "Não sobre o Amor" Arieta tá praticamente um quadro, uma pintura, uma natureza VIVA.

Ah, o figurino dela nessa peça é puro LuXo!
Arrasô, Arieta!!!
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Os cenários são de Daniela Thomas.

E nem é + novidade pra ninguém as peripécias cenográficas de Daniela juntamente com a galera da Sutil.

Acho que tb há algumas pessoas que só vão assistir os espetáculos da Sutil já imaginando o que eles vão aprontar no quesito cenografia.

Assim foi em "Avenida Dropsie", só pra citar um, com aquelas projeções incríveis de desenhos do Will Eisner.

E aquela chuva de dez minutos, hein?
Tipo Broadway, Cirque du Soleil.

Mas em "Não sobre o Amor", a movimentação que o cenário possibilita tb contribui pra dinamizar o espetáculo.

Até pq, sem esse cenário absurdo, a peça poderia até correr o risco de se tornar quase um monólogo chato de um cara que fala sobre tudo menos o que ele quer dizer realmente.

E não é o que ocorre, muito pelo contrário, pois o cenário de Daniela Thomas entra como mais uma personagem, tem a sua função dentro do conteúdo dramatúrgico da peça, que tb mexe com questões como a inadequação e a frustração, entre outras coisas.

A cama tá pregada na parede, a escrivaninha tá quase suspensa no teto...
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E o Leonardo Medeiros transita com desenvoltura por isso tudo, chega a dar vertigem em quem tá de fora.

Acho que essa movimentação toda - trepa aqui, sobe acolá - poderia até comprometer a atenção do público em relação ao que os atores dizem, o entendimento do texto em si. Mas isso tb não rola.
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O texto é belíssimo e me ganhou pela sua simplicidade e profundidade.

É meio literal SIM mas não pesa na boca dos dois atores.

Enfim, achei o texto muito bom, os 'causos' que a personagem central fala - ou inventa - para camuflar a sua solidão, é de uma poesia reveladora.

É muito fofa aquela história que ele conta sobre o japa que se apaixona pela faxineira da república de estudantes.

O final da peça eu tb gostei muito, com o fato de Alya chegar e dizer que leu todas as cartas de Shklovsky.

Seria tudo aquilo um sonho ou apenas uma alucinação, ou uma simples vontade de que tudo o que não se realizou de fato se transforme em realidade por um instante apenas?

Fica a dúvida (ou a certeza?). Mas uma dúvida/certeza que, mesmo sendo relativa, é absoluta pra quem deixa a imaginação fluir.

Ou, como eu li no programa da peça:

"A mulher que nega o seu amor é também a impossibilidade de voltar para casa, é a juventude e autoconfiança perdida, é a distância do que somos autenticamente, é a prioridade de olhar para o futuro quando nostos (a volta para casa) + algos (dor) nos adoece."


Pois é... Victor Shklovsky amou perdidamente, se perdeu nesse sentimento desconsertante, mas fez disso o motor de sua obra, escreveu sobre o desespero de uma paixão não correspondida. Correspondeu-se com a sua amada, sem escrever sobre o que sentia.

Mas, vendo a coisa por outro lado, o AMOR estava lá, nas ENTRELINHAS de suas cartas.

Era o que ele precisava pra viver.
E viveu.
Bela narrativa, bela obra, belíssimo espetáculo.
Eu amei!!!
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Vai lá!

Acho que rola até domingão, dia 6 de JULHO, o dia + incrível do ano... hehehe.

E eu só tenho + uma coisa pra falar (não é sobre o amor, é meu momento INDIGNAÇÃO!).

Acho que deveria ser PROIBIDO a entrada no teatro e no cinema - mas especificamente no teatro - de pessoas com a garganta inflamada ou qualquer coisa assim.

Tinha uma tiazinha no dia desta peça que não parava de tossir por um segundo sequer.

Se a desgraçada da velha não tivesse se mancado e não saísse do teatro depois de atrapalhar a metade da peça com a sua tosse de cadela tuberculosa, eu juro que ia botar essa criatura pra correr na base do ponta pé.

Ô, minha tia, se a senhora tá com a garganta inflamada, então enfia alguma coisa na boquinha (de repente até aquilo mesmo que a senhora não vê há tempos) pra aliviar a porra dessa tosse.

Ou, então, não vá pro teatro se estiver tossindo. Vai pra, sei lá... Se joga na Serra da Cantareira, na Serra da Mantiqueira, no Pico da Neblina, no RAIO que a PARTA.

Prooonto, passou o meu instante indignação!

Aliviei!!!
Vou tomar DORIL agora.
Fuiii!!!
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segunda-feira, 30 de junho de 2008

Rehab forçado?

Vou logo dizendo que acho essa tal de Lei Seca um PORRE!

Até concordo que álcool + direção não combinam nenhum pouquinho.
Mas tb acho um pouco sinistra d+ essa parada de Tolerância ZERO contra os brejetarianos, tadinhos.

Óóóbvio que ninguém precisa convidar a Amy Winehouse pra tomar umas & outras e, depois, entregar a chave do teu rico carrinho pra essa doidona talentosa.

Aí é clash na certa e + um monte de gente ocupando algum caldeirão dupleX naquele condomínio de luXo internacionalmente conhecido como Hades Village.
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Tb NÃO afino de forma alguma o coro dos que dizem que alguns bebuns sabem a hora de parar.

NÃÃÃOOO!!!

Isso é uma inverdade!!!

Pra um bom brejetariano não existe essa parada de hora de parar, não!

Tomô a primeira, brow, já era!

Só vai parar mesmo quando cair de vez.


Agora o X da questão é que essa tal de Lei Seca bota no mesmo saquinho os apreciadores de uma boa bebida juntamente com aquele tipo de mauriçola que enche o rabo de cachaça importada naquelas baladinhas ridículas da Vila Olímpia e, depois, vai correndo disputar todo tipo de RACHA na 23 de Maio.

Aí é o fim da picada, né, véi!
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Acho meio cruel enquadrar todo mundo por causa de alguns maloqueiros!

Até pq, com essa tal de Lei Seca, se neguinho chupar uma inofensiva trufa com recheio de licor de jenipapo já corre o risco de entrar em CANA (literalmente).

E aquele bafômetro, hein?

Os tiras param o teu carro e te obrigam a enfiar aquela porra esquisita na tua boquinha bem escovada com ZENsondyne (pasta emo?)...
Quanta violência, né?
Será uma nova modalidade de BOQUETE involuntário?


No final das contas, como sempre rola nesse país de embriagados pela alienação, quem vai pagar o PATO no tucupi somos nós, brejetarianos estilosos, que sabemos apreciar com toda a categoria uma boa e estupidamente gelada Malzbier.

Resumo da RESSACA: os botecos da Vila Madá vazios, os puteiros e barzinhos da Augusta sem uma viva alma, a Praça Roosevelt comportadíssima (hã?), o Love Story sóbrio, Alôca discreta, D-Edge meio apagadinho e por aí vai (ou não vai com medo de ser preso).

O cerco contra os cachaceiros de plantão se fechou por completo. Tá tudo muito Kaká, muito Sandy, muito politicamente correto... ECA!

E, diante de tanta polêmica e protesto, acho realmente que a melhor coisa a fazer é aquela linha Angélica e voltar pra casa de TAXI depois de encher lindamente a cara como bem aconselha a cartilha brejetariana.


Ou, então, contratar com os brejetarianos + chegados uma rica e boa lotação e sair pela night de boa, curtindo aquela sonzeira massa do Ed Motta:

"Se arruma aqui que tá bom
Aqui tá dez
Se arruma tem espaço na van
Tem espaço na van"
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Trópico de CÂNCER

Aêêê... Hoje é o dia do niver de PALMIRINHA!


PALMIRINHA é DEZ!!!

E ela, evidentemente, tinha que ser uma boa e típica CANCERIANA... AÊAÊAÊ!!!

Eu já disse aqui há tempos que ADOOORO a Palmirinha, bem antes dela bombar continuamente no ToP FiVE do tal CQC (a melhor coisa do tevê aberta dos últimos tempos).

Mil vivas pra vovozinha + cult da tevê brazuca. AÊAÊAÊ!!!

Mais DUZENTOS anos de vida pra ela.

E todo mundo gritandooo: PALMIRINHA, PALMIRINHA, PALMIRINHA!!!

E viva todos NÓS tb, CANCERIANOS da maré braba, esse signo lunar, mergulhado, pororocado... AÊAÊAÊ!!!
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E a Palimirinha não é a única TOP que é canceriana não... Tem + top's nessa parada aê: Gisele Bundchen, Marisa Monte, Wagner Moura, Frida Kahlo, Ana Paula Arósio, Princesa Diana, Isabella Adjani, Tom Cruise, Tom Hanks, Alexandre Herchcovitch, Carlos Gomes, Guimarães Rosa, Gilberto Gil, Zen Salles... AUAUAUAUAUAUAUAU!!!

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sábado, 28 de junho de 2008

BeTTe DaVis eYes

Personagem da SEMANA:


Insuportavelmente irresistível ou irresistivelmente insuportável?

Eis a dúvida que pertuba os amigos + íntimos de Margo Channing.

Tudo pq o temperamento dela é o que se pode chamar de IMPETUOSO, deixando todos ao seu redor emputecidos da vida.

Mas, mesmo assim, todos os amigos de Margo a amam loucamente, pq sabem que, na verdade, toda a sua intragável arrogância não passa de uma MÁSCARA pra esconder uma personalidade extremamente fragil e sensível.

E apesar de Margo tentar disfarçar continuamente a sua rara fragilidade, os OLHOS dela... Huuum!!!

Eles sempre a entregam, mesmo que ela não queira se entregar... Mas ela não tem domínio nenhum sobre eles.

Tudo que se passa na cabeça dela tá lá, ó, vísíveis em seus olhos.

Olhos grandes, brilhantes, vivos, verdadeiros, divinos...

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Enfim, olhos de uma DIVA.

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Ou, como diria a letra da música que bomba nas melhores pistas do mundo:

"Her hair is Harlow gold

Her lips a sweet surprise

Her hands are never cold

She's got Bette Davis eyes"



Margo nunca foi uma mulher má, muito pelo contrário. Ela sempre adorou os seus amigos, depende emocionalmente do marido, quer o colo de todos o tempo todo do mundo, mimos e + mimos de todos os lados, toda a atenção do mundo única e exclusivamente tão somente pra ela e + ninguém.

E todo essa insegurança tem a sua razão de ser.

Se alguém duvida, então vamus aos fatos:

Margo é uma mulher a beira dos 40 anos, odeia ter que admitir as marcas do tempo, odeia ter que envelhecer, odeia deixar de ser "A" estrela do cinema pra se tornar só mais uma atriz consagrada prestes a entrar na terceira idade, onde terá que aceitar todo tipo de personagem desprezível e secundário que apenas serve como escada pras jovens iniciantes que sempre são as protagonistas sem ter, pelo menos e com raríssimas exceções, nenhum tipo de talento.

O pior de tudo pra Margo é ser trocada por uma outra atriz beeem + jovem que ela pr'aquele que seria o seu melhor papel no cinema.

Isso é o fim, Margo está em crise, quer dar um TIRO em sua cabeça. Só que lhe falta o principal (e tb é foda pra ela ter que admitir isso): lhe falta CORAGEM pra estourar os miolos de uma vez pra SEMPRE.


E antes que isso aconteça de fato e o tiro saia pela culatra, devo admitir que adoooro esse filmaço.

Bette Davis é realmente uma atriz única, consegue hipnotizar todas as atenções para ela do começo ao fim do filme.

Os seus olhos provocam uma misteriosa atração, tipo inexplicável, um dom que poucas atrizes podem se gabar de possuir.

Garbo, Dietriche, Vivian Leigh, Fernanda Montenegro são algumas atrizes que fazem parte desse time raro de atrizes com olhos hipnotizantes.


E são inúmeras as cenas que eu curto nesse filme que, em inglês, chama-se "All About Eve".

Mas pq "Tudo sobre Eve" e não "Tudo sobre Margo"?

É simples, meu caro... Pois ao contrário do que possa pensar alguém que ainda não teve o prazer de assistir a esse filme, "A Malvada" do título não é a personagem de Bette Davis, não senhor!

Margo não passa de só + uma vítima de Eve, personagem da atriz Anne Baxter, essa SIM a verdadeira malvada na pele de inofensivo cordeirinho.

Pois é, esse filme fala daquele conhecido tipinho que vai chegando perto de vc, todo amável, todo prestativo e, quando ganha a tua confiança por completo ele, ó, tchan... Mete a FACA sem a menor culpa.

E ainda bebe o teu sangue que já é pra te vampirizar no melhor estilo Vlad Tepes.

Isso mesmo, aquele tipo de elemento que te mina, que quer tudo o que vc tem, que morre de inveja pq não teve a capacidade de conseguir tudo aquilo que vc conquistou com competência, dedicação e talento.

Um tipinho de gente que, digamos, já virou até meio que um CLICHÊ palpérrimo e sem brilho nenhum, mas tá aí, sempre na ativa (ou passiva, sei lá). Só que tudo começou - pelo menos no cinema - com "All about Eve".

Traduzindo: "A Malvada".


Me amarro naquela cena que Margo fala que odeia os homens. Simplesmente pq ela, preste a completar 40 anos, não pode protagonizar um filme onde a personagem principal tem 30 anos.

Já o seu marido, que tb tem 40 anos, fará o mesmo filme interpretando um personagem com 30 anos. Tudo isso pq a maioria dos homens demora mais a envelhecer que as mulheres e, portanto, eles podem se dar o luxo de interpretar um personagem de 30 quando já até passaram dos 40.

Por isso mesmo e muito mais, Margo não perdoa os homens, quer que todos eles morram e não sobre nenhum deles pra não ter que competir com ela.


Tb amooooooo aquela ceninha da festa na mansão de Margo, onde a governanta dela - ao ver pendurados pelas araras da portaria tantos casacos de pele dos convidados - solta a seguinte frase num tom deliciosamente irônica: "Meu Deus... Pelo que eu estou vendo, o zoológico inteiro resolveu vir pra essa festa."

Muito bom... Muito BOM!!!

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Enfim, um filme tipo IMPERDÍVEL.

E eu diria até mais: quem nunca viu esse clássico da dita Sétima Arte não sabe o que é CINEMA de verdade.


O filme já vale pela Bette Davis e os seus OLHOS.

Sem falar na bombshell Marilyn Monroe em início de carreira, né.



Isso mesmo, brother, a 'louraça belzebu' faz uma ponta na "A Malvada". Sim, à época desse filme, Marilyn era uma total desconhecida, nem passava perto da sombra do que viria a se tornar no futuro. Mas a ponta nesse filme (que recebeu 14 indicações para o Oscar) a ajudou bastante no seu currículo (além dos eventuais testes de sofá, lóóógico, hehehe)... Afinal de contas, contracenar com Betti Davis é a glória eterna para todo o sempre, amém.

Aliás, quem se garante de verdade nunca fica bolada se a personagem é apenas uma ponta ou qualquer coisa assim. Com talento e alguma sorte, uma ponta pode virar um ponto a mais, né... E, quando vc pensa que não, esse ponto já virou reticências.

Quem sabe até um ponto de PARTIDA. Vai saber!!!

sexta-feira, 20 de junho de 2008

"Eu te conheço, CARNAVAL!!!"

A frase logo aí acima é bem comum no lugar de onde eu vim.

Mas disso eu falo DEPOIS!

Primeiro, quero falar que ontem eu fui ver uma peça teatral beeem bacana.

Vi "Desconhecidos", que tá rolando logo ali, no Sesc Consolação, com o autor e ator maranhense Dionísio Neto e, tb, com uma tal de Simona Queiroz, (assim mesmo, Simona com A).

E todo mundo acha que eu sou bem íntimo do Dionísio, que somos amigos de infância e blábláblá. Simplesmente pq ele é maranhense como muá (origem francesa?). Mas, pra falar a verdade, só há pouquíssimo tempo soube que ele era de lá.
Claro que eu me lembro da gente já ter se esbarrado nos teatros, na Praça Roosevelt e em alguns inferninhos da vida...
Mas daí se ter uma intimidade só pq é da mesma terrinha...

Huuum... DESCONHEÇO tanta intimidade entre conterrâneos made in Lençóis... hahaha!!!


Uma vez eu até assisti uma palestra ministrada pela minha mestra e diva Marici Salomão, onde o Dionísio falou do trabalho dele. E que ele era conhecido como um dramaturgo que descontruia suas peças, que ele gostava de utilizar a metalinguagem, que ele era até considerado por alguns como "o Alexander McQueen da dramaturgia brazuca" (what?).

Daí a minha cabecinha surtada já começou a se perguntar: será esse tal maranhense uma espécie de Sarah Jessica Parker com aquele modelão verde-oliva incrível que ela apareceu numa première em Londres ou qualquer coisa nesse estilo? Huuum... Pirei, sabe!


Só ontem deu pra conferir pessoalmente um pouco da PEGADA dionisíaca (ops!). E, pelo que eu pude perceber, é uma pegada com referências pop, hype, cinematográfica... Ou seja, um patchwork bem costurado e cheio de momentos que me emocionaram e me fizeram gargalhar bastante.

Como todos já devem saber, "Desconhecidos" tá totalmente dentro dessa proposta metateatral em que o Dionísio vem se tornando um dos expoentes entre os dramaturgos brazucas.

Nesse clima pirandelliano e logo na primeira cena, Dionísio já entra conversando com a platéia e interpretando um ator carioquíssimo da gema podre do Leblon que fica sabendo que é estéril.
Só que a mulher dele, tb atriz, aparece logo em seguida com a notícia de que tá grávida.

Pronto! Foi estabelecido o conflito inicial. A trama segue... E uma das coisas que eu + curto nas pessoas é quando elas têm a capacidade de rir de si mesmas. Acho que esse é o grande barato da vida. É uma forma de, sei lá... de terapia, de exorcizar os próprios demônios, de afirmar a personalidade, de se aceitar realmente como é ou qualquer papo do tipo.

E é justamente isso que o Dionísio faz: tira onda de si mesmo interpretando um galã latino, do tipo que todo mundo diz que se acha a última carreira de PÓ mas que não passa de + um fodido do meio teatral e que, além do mais, tá puto da vida pq vai fazer uma peça esquisitona escrita por um tal de Dionísio Neto.

Daí vem uma penca de citações. E dá-lhe Zé Celso, Praça Roosevelt, Bortolotto, Pina Bauche, etc, etc e tal... Só que tudo isso rola num tom divertidíssimo, bem debochado (maranhensidades?).


Na outra parte da cena, Dionísio faz um nerd serial killer com mania de comer coração de mulheres uniformizadas. E a tal da Simona com A interpreta uma aeromoça que acabou de perder o emprego. O + bacana é que o nome da figura é Catirina, igualzinho ao da mulher 'prenha' que quer comer a lígua do boi no folclore maranhense.

Nesse ritmo até certo ponto vertiginoso, todos os elementos que vão aparecendo em cena estão bem amarrados, nada fica fora de órbita.
Muito pelo contrário, só acrescentam à pegada original desse espetáculo.
E, se no começo da peça a coisa é enxuta, do meio em diante tudo ganha uma dimensão absurda, surreal... Qualquer coisa pode, inclusive o improvável.

Mas isso não quer dizer que a peça é tipo aquelas presepadas teatrais onde o povo pira, viaja, surta e, no final, ninguém entende patavina.
Não! Isso definitivamente não rola em "Desconhecidos", pois o autor e ator maranhese capricha na dramaturgia, com uma trama bem desenvolvida e diálogos fluídos (às vezes cínicos, às vezes poéticos).
Eu até diria que essa trama 'dionisíaca' tem uma vibe meio hitchcockiana, meio Tarantino, meio Spike Jonze.

E é isso! Eu curti e afirmo: Dionísio arrasa em "Desconhecidos!!!

E a tal da Simona com A, hein?

Se alguém pensa que a tal da Simona Queiroz tá lá só pra fazer escada pro Dionísio, se enganou na linha Skol... Redondamente!

Muito boa essa tal de Simona com A.

Ficou óóótima no papel da aeromoça Catirina.

Só no bocão, carão, frescando o tempo todo.

Tipo da atriz que eu gosto, daquelas que se jogam de cabeça na proposta cênica.


SIIIM!!! Eu adoooro uma atriz que se permite em cena, daquelas que se o diretor pedir pra subir NUA naquela torre colorida da Paulista, lá vai ela sem medo de ser feliz.


Odeio atriz cheia de "não-me-toque pq eu fiz Cepetezinho".

CPT de cu é rola, filhinha!!!

É lógico que ninguém precisa seguir as técnicas "stanislavskiana" da Leila Lopes, né.


No mais, pode se jogar no Zé Celso que ele tem uns MANTRAS óóótimos pra quem quiser se libertar de tanta frescura e culpa católica.


Preciso dizer tb que o momento que eu achei + legal em "Desconhecidos" foi quando o FOFÃO apareceu do nada, todo serelepe, encantando todo mundo que tava lá.

E o Fofão surge em cena justamente no instante da peça onde o nerd psicopata resgata alguns traumas de sua infância, os seus fantasmas interiores que o acompanham desde sempre.

Achei incrível a utilização desse personagem tão lúdico num instante tão revelador do espetáculo. Como tb acredito que, pra quem é MARANHENSE, a dimensão dessa idéia que o Dionísio quis passar é infinitamente maior.

Lembrei até de minha infância (ando lembrando muito dela ultimamente aqui, será a tal crise balzaquiana, meu Zeus?).

O Dionísio até me perguntou se eu tinha medo de fofão. E eu respondi dizendo que, bem diferente da maioria das crianças do MA, eu até que NÃO tinha medo algum.

Não sei se pelo fato dos meus pais serem BATISTAS e, por conta disso, nunca terem reforçado na minha imaginação essas figuras da cultura, digamos, pagã. Eles sempre fizeram questão de me dizer que Papai Noel nunca existiu mas Cristo SIM.

Só que, apesar dos esforços dos meus queridos progenitores, no final de tudo acabei acreditando mesmo que tanto o Noel como o Cristo existem SIM e moram lá pras bandas do Polo Norte, pq aqui embaixo e abaixo do Equador, meu filho, só PECADO e BANANAS... Uêba!!!

E como tudo aqui tb sempre acabou em CARNAVAL, na minha infância eu queria mesmo era tirar a máscara do fofão e cair de cascudo nos moleques mascarados que não paravam de me chamar de QUALIRA.


Pois é... FOFÃO é quase uma instituição do carnaval maranhense.

Desde tempos imemoráveis, os foliões de lá compram metros e mais metros de chita (aquele tecido bem ordinário e barato) no Armazém Paraíba e mandam fazem uma espécie de macacão.

E na cabeça coloca-se uma máscara bem sinistra (pode ser com a cara do Bush, do Hugo Chaves, da Dilma, do cão chupando manga, etc) com um apito por dentro (esse itém é opcional).

Depois, é só se picar na folia e, óbvio, caçar confusão com quem aparecer pela frente, jogando pó de Maizena na cara dos outos (horrível!).

Daí vem a famosa frase "eu te conheço, carnaval", que já virou até machinha na voz belíssima de Alcione.

Geralmente, se diz isso quando o fofão te 'atenta' tanto e você acaba desconfiando que aquela criatura pegou no teu pé pq te conhece de algum lugar, é teu vizinho ou o teu ex-affair querendo vingança. Enfim, Pura 'nigrinhagem' de maranhense.

Se não entendeu nada, então vai lá em Sant Louis que, por sinal, neste mês de JUNHO, aquela ilha maravILHA anda com a MARÉ, ó, invadindo a praia... LITERALMENTE!!!


E eu aqui, curtindo este INVERNO froZEN!!!

quarta-feira, 11 de junho de 2008

"Como MUTANTE..."

Personagem da SEMANA:


Ela é a + APETITOSA entre as MUTANTES, ninguém chega aos pés dela nesse quesito.

E tb é a + PODEROSA entre todas as outras.

Será?
Óbvio que SIM!

Só a Mystica pode se transformar em quem ela quiser... E, se for de sua má vontade, ela tb se transforma até em quem ela não quer.

Ela é ela, ela sou EU, ela é VC, ela é aquele, ele é esse...

Enfim... Mystica é TUDO ao mesmo tempo, uma mutante sem LIMITE algum.
E quem foi mesmo que disse que Mystica é do MAL?
Nãããooooo! Ela é apenas conveniente, uma mutante política digamos assim. Se o lado MAL passa a perna nela e puxa o seu tapetinho MÁGICO, Mystica não se faz de boazinha e, ó, entrega geral, se vinga na boa, ZENculpa nenhuma...

Por isso mesmo e muito mais, nunca brinque com ela pq ela só PENSA nela e em mais ninguém.
Aliás, Mystica pensa só em mais uma outra coisa...

Em Wolverine e suas imensas GARRAS, completamente enfiadas nas costas dela, penetrando a sua carne camaleônica, rasgando as escamas de sua pele azulada.

Ah, Wolverine... Se pluga, né, meu!

A mais BOAZUDA entre as muntantes te dando mó mole e vc nem pra dar um arranhãozinho básico no cóccix dela, ô, vacilão!!!


"Quando eu me SINTO um pouco rejeitada
Me dá um nó na GARGANTA
Choro até SECAR a alma de toda mágoa
Depois eu PASSO pra outra
Como MUTANTE
No FUNDO sempre sozinho
Seguindo o MEU caminho
Ai de mim que sou ROMÂNTICA!"