domingo, 22 de julho de 2007

CIA LoS TráGicOS enCENA:

MILK Shakespeare
MacBETH Faria?
Othelo UNPLUGGED
Hamlet CLONE
Medéia offLINE
Antigone INmortal
Electra comCRETA
Clitemnestra TRAVECA
Orestes BAReBACK
Édipo RAVE
Palas em PANE
HELENA Surfistinha
Baco POWERfleX
AFROdite se quiser
Eumênides em FÚRIA
Coeforas OVERbooK
Hades CHECK-IN

Vôo 3054
OLIMPO sem CONCERTO
Grooving is in the HEART?
Hasta La PISTA, baby!
Segura na mão de ZEUS e VÁ para CONGONHAS!!!

sexta-feira, 13 de julho de 2007

SplaSH!!!

Ele e o seu signo de água... Sempre dizia que devia ser de fogo. Terra não, vento muito menos... Mas fogo... Fogo queima... E por que não água? Sempre gostou da praia... Tardes inteiras nas areias da prainha quase em frente de sua casa. Até morou numa ilha... Maré alta, Boqueirão...Ele não sabia responder se gostava ou não de ser água. Queria ser de fogo. Até o dia que ele brincou com fogo alto... Se queimou feio. Joga ÁGUA na Geni, QUEIMA o filme da GENI! Nãããããããooo! Cadê a praia, o aquário, a piscina, a margarina, a carolina... Quero colo! Quero chorar CASCATAS de lágrimas... Sete Quedas... Véu de Noiva... Niágara Falls. Puta que pariu! Ele é de ÁGUA mesmo, não tem jeito... Fodeu! Mergulhe-SE, então, pequena sereia! Splash!!!

sexta-feira, 6 de julho de 2007

SínDroME de UP?


Aquele garoto ali tinha amiguinhos imaginários...
Quantas vezes os palhacinhos de Fellini vieram visitá-lo...
Com os seus narizes pontiagudos, coloridos, transilvânicos...
Todos carequinhas como o palhaço Carequinha, lembra?
“O bom menino não faz pipi na cama...”

Aquele garoto ali era um capetinha...
Adorava levantar as saias das mulheres...
Talvez pra descobrir que segredo era aquele...
Segredo?
“Ô, menino... Pára de ser atentado!!!”

Aquele garoto ali adorava brincar de queimado...
Esconde-esconde, pegador, caiu no poço, cabra-cega...
Ele já se sentia meio diferente de todos...
Achava que era o próprio E.T. daquele filminho que tanto o fez chorar.
E o dedinho verde?
Mas eu NÃO tenho o tal do dedo VERDE!
Eu QUERO um DEDO verde!!!
PRIMEIRA crise existencial.

Aquele garoto ali ficou deitado numa cama durante meses...
Um gesso tosco prendendo suas pernas...
Desenhos no papel...
Brincadeiras intermináveis com os seus bonequinhos Playmobil...
Superamigos, Caverna do Dragão, Perna-longa, Olívia Palito...
E por que o Coiote nunca consegue pegar o Papa-léguas, hein?
Eu quero que o Coiote acerte uma pedrada na cabeça do Papa-léguas!
Eu odeio o Papa-léguas!!!
SEGUNDA crise existencial.

Aquele garoto ali NÃO queria se livrar do seu DENTE de leite...
Ele leu o Peter Pan...
Queria ser como o coleguinha da Wendy...
Queria VOAR...
Bem-vindo a NEVERLAND!!!

Aquele garoto ali um dia CRESCEU...
Chorou de saudade dos amiguinhos imaginários...
“Não me deixem só que eu tenho medo do ESCURO!!!”
Ele passou a escrever loucamente...
Sua imaginação é FODA.
Crises existenciais FOREVER!!!

Aquele garoto ali amou anjos caídos...
Bebeu doces salivas...
Vomitou até a bílis.
Um DRINK no inferno?
Non, je ne regrette rien.
Aquele garoto quer ir pro céu...
Céu da BOCA...
PARADISE NOW!!!

domingo, 1 de julho de 2007

Ao CuBO


Quando ele me quis eu o rejeitei imensamente
Mas quando foi a minha vez de querê-lo
Aí foi ele que não me quis mais
Ele queria a outra.
Ele queria ela.
Ela!
Logo ela?
Filho da puta!!!
Me deu um pé na bunda pra ficar com aquelazinha
Pois eu não o quero mais
Nunca mais!
Só porque ele deixou de me querer pra ficar com ela.
Agora, eu quero um outro alguém.
Sim! Alguém bem diferente dele.
Agora, eu quero... ela!
Ela mesma!
Aquela que ele quer.
Eu e ele não nos queremos mais
Eu e ele queremos ela.
Mas ela nem me olha, nem confiança pra mim
Já ele...
Ele sim, ele ela quer.
Pois eu vou querer ele de volta agora
Reconquistar aquele que a pouco eu rejeitei
Só pra machucar quem eu quero
E quem eu quero agora é ela
Ela...
Por que ela?
Por que não ele?
Não sei...
Só sei que a quero, que quero ela
Ele não, ele já foi!
Ela sim, ela já é!
Eu a quero muito...
Quero ela pra poder beijar aquela boca carnuda
E me prender nas tranças daquele cabelo desgrenhado
Quero assanhá-la mais ainda
Depois fazer trancinhas como quem traça a Rapunzel
Vou traça-la e trança-la sobre o meu corpo
Faze-la refém de minha torre
Ser a sua bruxa mais malvada
Sem piedade, sem compaixão
Mas eis que ele vem
Ele mesmo!
Aquele que ela quer e que me quis e que eu não dei trela
E ele se diz o príncipe absoluto dela
Ele a beija, a liberta do meu feitiço
Mas ela não o quer de modo algum
Ela, a Rapuzel, se apaixonou por outro alguém
Ela se apaixonou por mim, a sua bruxa malvada, o seu lobo mal
Huuum... Como assim?
Por que ela me quer agora?
Logo eu, que ela nunca quis
Pois eu acho que já não a quero mais
Quero ele!
Sim, ele que já me quis, que eu não queria, e ele quis ela, que passou a me querer...
Eu, hein!
Que tripla confusão
Já não sei o que quero ou quem eu quis
Ah! Quer saber...
Quero os dois e ponto final
Ele, ela e eu, felizes até onde o tédio deixar
Pois o tal do “e foram felizes para sempre” é tempo demais para nós três
E por que os contos de fada têm sempre que terminar da mesma forma, hein?
Eu não!
Quero um outro final
Ou melhor...
Quero sempre um recomeço.
E é isso aí...
Três é bom demais
Uma cama para três
Três formas de amar
Amor ao CUBO.
Eu, ele e ela...

sábado, 30 de junho de 2007

um CORPO que GRITA


A tua BOCA insiste em ficar calada...
Não me diz absolutamente NADA.
Mas o teu CORPO não vacila
Te ENTREGA logo
E me conta TUDO

Cada GESTO...
Cada MOVIMENTO...
Todo o teu SILÊNCIO...
Tudo te DENUNCIA.

E você CONTINUA a negar
Totalmente de boca FECHADA
Nega nessas tuas FUGAS desnecessárias...
Nega quando apenas me diz que gosta de mim pra CACETE...
Nega quando tenta evitar o meu abraço mais GRUDADO

E é esse teu modo de CALAR...
que me RESPONDE até o que eu não quero saber

Teu corpo GRITA!
Grita SIM
Nem adianta dizer que NÃO
Pois ele ‘me grita’ toda vez que a GENTE se esbarra.

E você NUNCA quer dar na vista...
Mas é SEMPRE muito tarde...
Eu vejo tudo pelo CANTO do olho
Tudo o que você quer negar e não CONVENCE...

Porque a tua pupila se RASGA inteira quando me mira de cima abaixo
Tua garganta seca quando ENGOLE em seco esse teu desejo fugidio
A tua jugular se INCHA completamente pedindo os meus dentes

Quando eu me APROXIMO você se afasta...
Mas é essa tua patente rejeição que me SUPLICA

Você sorrir amarelo quando a minha ousadia te ENCURRALA
Mas quando você MOLHA os lábios no teu desespero de me evitar...
É a minha SALIVA que a tua boca chama

E nem adianta me CHAMAR de amigo...
A tua expressão TÁTIL me diz totalmente o contrário.
Teu corpo tá sempre declarando GUERRA entre nós dois...
Uma guerra de VÍSCERAS
De ANTICORPOS
Detonada em nossos CÓDIGOS genéticos
GENOMA TOTAL!

Mas essa tua boca continua INSISTINDO em não me dizer nada...
Não CONFESSA nem fodendo
Só que o teu corpo já deu a maior BANDEIRA...
BANDEIRA BRANCA...
Que eu quero lavar com OMO Multi-Ação
E depois SUJAR de novo.
Só pra ter o prazer de limpar com a minha LÍNGUA ferina

Daí em diante, não se precisa FALAR mais nada
É melhor ficar CALADO mesmo...
Um OLHANDO para o outro
Calados nesse silêncio que EXASPERA
E pra quê PALAVRAS, né?
Se todo o resto já nos DELATOU há muito tempo.

A Dominação

Ele suaviza a minha acidez cancerígena com os seus olhos reservados.
E eu logo me vejo com ele cometendo saborosos impropérios.
Ele me intimida com a sua calma absurdamente mansa.
E eu já querendo desaguar nele todo o meu oceano nada pacífico.
Sua sutileza estupra a minha promiscuidade imaginativa...
Que já suplica pelo seu corpo quase santo.
E ele vem
Vem...
E se crucifica só pra mim.
E eu pecador...
Eu devoto.
Fiel a esse desejo que ele me acende.
E a fumaça que sai do seu cigarro parece um incenso...
Um ritual de purificação...
Exorcismo...
PORTEGAISE.
Fala que eu te escuto.
Bem-aventurado os mansos...
Amém!!!

NOITE Acesa

.
Mais uma noite de insônia nessa cama escrota
Nada nesse mundo me faz dormir
Minha cabeça, meu corpo, meus sentidos...
Todos eles cansados de procurar o sono debaixo do edredom
Nem sei que hora é essa
Já não sei de mais nada.
.
Só sei que olho pela janela do meu quarto e vejo uma cidade viva.
Suas antenas piscando, sua arquitetura confusa, seus ruídos indecifráveis...
Suas muitas luzes saindo de várias janelas.
Milhares delas, janelas nuas, luzes desfocadas...
Algumas que escapam pelas persianas entreabertas...
Luzes e janelas de uma cidade que não se apaga jamais.
Tento me envolver na sonoridade que invade escandalosamente o meu quarto.
Do alto do meu apartamento ouço sirenes, buzinas, gritos inquietos...
.
Uma cidade insana, que corre, se desencontra, se esconde, se aprisiona.
Com suas caras amarradas, sua pressa desenfreada, seu vazio ‘impreenchível’...
Cheia de tiros sem alvo, sinais abertos, todo esse desespero que nunca cansa.
E essa noite que não cai, esse sono que não vem, essa hora que não avança...
CHEGA!
..
Quero dormir, vou dormir até as profundezas do sei lá o quê...
Dormir pra fugir do desespero de ficar acordado no escuro de luzes indefinidas
Tentando escarpar do óbvio, me escondendo no irreal...
Pois a realidade me cansa!
.
Essa cidade me cansa, essas janelas com as suas incontáveis luzes me cansam
Só porque essas tantas luzes me refletem no vidro de outras tantas janelas.
É lá que eu me miro, me encaro, me reconheço.
E me reconhecer nessa cidade infinita me cansa duplamente...
Pois o meu maior medo é ter que me reconhecer sozinho
Morro de medo de estar diante de mim, comigo mesmo, só eu e eu...
.
E essa noite toda acesa já faz parte de um eu que eu não quero reconhecer
Pois me cansa me carregar inteiro nas minhas próprias costas.
Por isso mesmo é que eu me prendo nesse quarto a milhares de metros do chão
Vigiando sob os meus pés uma cidade que não se cansa.
.
Abro o vidro da janela do meu quarto só pra sentir mais ainda o que vem de fora.
Olho pra baixo, sinto a força da gravidade
E ela me seduz com o seu magnetismo irresistível...
Ela me chama, me cobiça por completo.
Não tenho forças pra fugir de sua tentação.
A gravidade é mais forte do que essa minha incapacidade de fugir de mim mesmo.
.
Mas quando tento me deixar levar inteiro pelo encanto da gravidade,
Vejo um bando de pessoas correndo loucamente pelas ruas.
PUTA MERDA!
.
O dia ainda nem deu as caras e o povo dessa cidade pirada já corre em disparada
Isso é o cúmulo do cansaço!
E se tudo isso me cansa de um jeito quase insuportável,
É porque a minha ficha finalmente cai.
.
E aí vem a tal da realidade que não se cansa de me cobrar um rumo certo
Deixando bem claro que é justamente nessa cidade de rumos incertos...
Que eu mesmo decidi me perder.
.
Perdido numa vida que corre incansavelmente...
Sem nunca chegar aonde eu realmente quero.
Ah, que sono...
CANSEI DE CANSAR!
É melhor eu voltar pra minha cama
Deletando de vez essa noite da memória.
ZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZ
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