quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Alôca by Marina Lima

Eu esTava Lá na LôCA É, na Lôca, aquele inFerNiNHo
E tOdO muNDo FAlAndo...
faLaNDo aO mESMo tEmPO
E tAvA fICaNDo TuDo tãO HiSTériCO
MaS eU NãO liGo
NãO tô NeM Aí
EU tOpO ToDaS
Mas, cuiDADO, aMoR
PoRqUe a LuA tá cHeiA
E a mINHa MaRé também!!!

O Sabor da Melancia ao QUADRADO

Cara... Eu vi num site noticioso agorinha mesmo! Estão produzindo melancia QUADRADA. Isso mesmo: melancia compacta, sem sementes e num formato perfeitinho pra caber dentro de qualquer geladeira.
E vcs já viram aquele filminho tido como musical-erótico-quase-pornô intitulado “O Sabor da Melancia”? Imagina só o que aquele oriental-protagonista faria com uma melancia transgênica? Ou seria transgênero? What... Uma melancia-traveca? Como assim, Magali...
E o mesmo atorzinho que faz esse filme, “O Sabor da Melancia”, protagoniza um outro, chamado “O Rio”, que é incrível. Ele é um carinha que adora visitar saunas de pegação gay. Só que, um belo dia, ele encontra o próprio pai em uma das saunas. E como a iluminação desses ambientes de pegação é mínima, eles – pai e filho – só se reconhecem depois de se catarem. E o pai ainda dá uma bronca no filho. Resumo da fita: uma coisa tipo em família!!!

"BAREBACK": O QUE É ISSO?



Tema da minha próxima peça!!! Já foram feitos alguns filmes com essa temática, um documentário bacanérrimo foi até exibido no Mix há alguns anos. Mas o meu foco não será o vírus do HIV. Vai ser qualquer outro tipo de vírus, alguns desses aí que costumam causar mó tilt em qualquer desses laptop’s comprados em N vezes ZENjuros nas Lojas Marabrás. Enfim... De qualquer forma, essa matéria abaixo é mó interessante.

"BAREBACK": O QUE É ISSO?
Dr. Bernardo Lynch de Gregório Médico Psiquiatra e Psicoterapeuta São Paulo/SP
O Termo "bareback" ficou internacionalmente conhecido como gíria comum para a prática sexual (penetração) sem o uso de preservativo. O termo inglês literalmente significa "traseiro careca" e foi criado por alguns grupos de homossexuais masculinos dos Estados Unidos e da Europa, que se recusam a usar "camisinha" em suas práticas apesar de toda a enorme campanha internacional feita para prevenção da síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS) e demais doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). Com o tempo, o termo passou a englobar outras práticas sexuais igualmente não seguras, como o contato direto com o esperma e secreções corpóreas. As razões que levam estas pessoas, atualmente já não apenas homossexuais masculinos, a praticarem o chamado "unsafe sex" (sexo inseguro) são as mais variadas possíveis e expõem cada vez mais indivíduos à crescente epidemia mundial. Avaliar estas causas e os argumentos apresentados, a favor e contrários, parece-me fundamental para uma conscientização maior do público em geral sobre os riscos que o "barebacking" inclui.
Com o início do Novo Milênio, toda uma geração que jamais havia tido contato direto com a AIDS atingiu uma faixa etária sexualmente ativa. Esta geração cresceu sendo superbombardeada pelas campanhas em favor do uso de preservativo e desenvolveu "imunidade" a elas, imaginando que a AIDS não deva ser "um monstro tão feio quanto pintam" ou que deva ser coisa de "viado". Toda esta nova geração se expõe aos riscos da AIDS e de outras DSTs por pura ingenuidade e desinformação. Toda uma geração alienada ainda por cima ignora sistematicamente a possibilidade de estar infectada, fechando seus olhos para possíveis sintomas, recusando-se a fazer testes e voltando suas costas para o tratamento anti-retroviral. Todos estes jovens, independentemente do sexo e da opção sexual, podem, a qualquer momento, desenvolver a AIDS e chegar a pontos irreversíveis da doença. Muitos morrem por isso...
Ao mesmo tempo, a população mais velha passou a enxergar a AIDS como uma doença desprovida de perigo e a imaginar que caso alguém seja infectado, a medicação anti-retroviral "dará conta do recado". Era a volta do "barebacking". Principalmente nos Estados Unidos e em especial em Nova York, orgias sexuais conhecidas como "conversion parties" (festas de conversão) começaram a acontecer e a se tornar a "última moda" em matéria da sexualidade do século XXI. Nestas "conversion parties" o grande objetivo assumido e descarado é o de tornar uma pessoa até então HIV-negativa em HIV-positiva.
E qual é a razão que leva alguém a querer se tornar soropositivo? A razão é simples: a soropositividade é vista como uma libertação do sexo seguro, possibilitando uma volta incondicional à grande abertura sexual experimentada nos anos 70. Um soropositivo poderia, por este raciocínio, jogar para o alto as "camisinhas" e fazer tudo o que tiver vontade com quem bem entender. Depois, bastaria tomar direitinho sua medicação. Este raciocínio é um grande absurdo! Um soropositivo não está nem de longe liberado do "sexo seguro". Em primeiro lugar, este indivíduo pode ser fonte de contaminação para desavisados (que são muitos hoje em dia!). Em segundo lugar, mesmo se ele se relacionar com outros soropositivos, pode haver nova contaminação, acarretando aumento da carga viral e desencadeamento de queda de imunidade e sintomas. Em terceiro lugar, pode haver a aquisição de um tipo diferente de vírus do que ele já possuía inicialmente, por vezes resistente à medicação anti-retroviral em uso. Finalmente, há também o risco de se contraírem outras DSTs, tais como a sífilis, a gonorréia, o molusco contagioso (HPV), o cancro mole e tantas outras, nem sempre de fácil tratamento e nem sempre também isentas de riscos graves para seus portadores.

sábado, 10 de novembro de 2007

Mise-en-scène

“Jogo de cena” é + uma sacada genial do maior documentarista brasileiro... Ele mesmo, o Eduardo Coutinho. No cardápio, atrizes da ‘catiguria’ de Marília Pêra, Andréa Beltrão, Fernanda Torres e + outras ilustres desconhecidas. Eu vi e achei bacanérrimo.

O + bacana desse documentário é constatar que, por melhor que seja uma atriz, a sua interpretação + convincente nunca supera a de um personagem real. Pelo menos quando as duas coisas são postas lado-a-lado. No caso dessa sacada genial do Coutinho, rola outros depoimentos com atrizes não famosas se passando por figuras reais. Daí fica o mistério: mas será um caso real ou apenas uma encenação? No final, fica a sensação de que todos nós somos personagens de nós mesmos!



O filme: Atendendo a um anúncio de jornal, oitenta e três mulheres contaram suas histórias de vida num estúdio. Em junho de 2006, vinte e três delas foram selecionadas e filmadas no Teatro Glauce Rocha. Em setembro do mesmo ano, atrizes interpretaram, a seu modo, as histórias contadas pelas personagens escolhidas.o diretor: Jogo de Cena é o décimo longa-metragem de Eduardo Coutinho, um dos maiores documentaristas brasileiros em atividade. É também a sua quinta parceria com a produtora Videofilmes. Depois de um início de carreira dividido entre a ficção e o documentário, Coutinho optou pelo segundo a partir de uma profícua passagem pelo programa Globo Repórter, na década de 70. Cabra Marcado para Morrer (1964-1984), seu acerto de contas com a História e com um projeto do passado, tornou-se um grande clássico do cinema brasileiro. Mais recentemente, iniciou uma fase muito produtiva com a realização seguida de cinco filmes em seis anos: Santo Forte (1999), Babilônia 2000 (2000), Edifício Master (2002), Peões (2004) e O Fim e o Princípio (2005). A solidez do método de Coutinho e sua sensibilidade para ouvir pessoas comuns são fruto de laboriosa reflexão sobre o seu ofício ao longo de inúmeros documentários em vídeo realizados nas décadas de 80 e 90, entre os quais se destacam Santa Marta: Duas Semanas no Morro (1987) e Boca de Lixo (1992).

120 dias em Sodoma

Por incrível que pareça, finalmente eu fui assistir os “120 dias em Sodoma” dirigido pelo Rodolfo Garcia Vázquez e realizado, óbvio, com a trupe sempre antenada do Satyros. Algumas pessoas sempre me falavam dessa peça, diziam que era a minha cara, que lembraram de mim quando assistiram... Eu não sei pq. Juro por God. Mas eu fui e achei a peça bacanérrima, deliciosamente debochada, com uma sexualidade meio lúgubre e cheia de sacações incríveis, como a cena final, com aqueles corpos nus estendidos no chão, totalmente estagnados, impotentes e com um sorriso artificial feito por aquele instrumento odontológico que não sei o nome. Mas o efeito que deu foi do caralho. Resumo da ópera: a putaria que a gente vive aki no Brasil tá bem no clima do Marquês de Sade. Enfim, aquele blábláblá que já deu no saco (ui!), mas que ninguém faz nada pra mudar a situação.
E, ao contrário do que muita gente possa supor, não sou um profundo conhecedor da obra do Sade. Curto muito a temática do erotismo, da sensualidade, do tesão... Sou falocêntrico mesmo e assumo (hehehe). E se vc não sacou o que é esse falocentrismo, vem de FALO, brow... Isso mesmo que vc tá pensando já quase socando uma bronha: “é pau, é pedra, é o fim do caminho...”
Enfim... Li pouca coisa do marquês de Sade e já vi outras peças inspiradas na obra dele. Mas acho esse cara uma figura fascinante. Aquele filme “Os Contos proibidos” dá uma vaga idéia de como o cara era pirado. Quando proibiram a entrada de papel em sua prisão, para que ele não + escrevesse a sua obra, Sade passou a escrever em seus lençóis e roupas, que depois entregava para uma lavadeira, interpretada brilhantemente pela Kate Wislet. Daí tiraram os lençóis e ele começou a gritar com a própria voz. Cortaram a língua do cara. E ele não teve dúvida: continuou escrevendo com os próprios excrementos. Proibiram a entrada de comida, para que ele não defecasse mais. Sade passou a escrever a sua obra nas paredes da prisão com o próprio sangue. Ou seja, o cara não conhecia a palavra LIMITE! Era o cara e ponto!
E tem muito playboyzinho tirando onda de descolado e putinha-dos-Jardins pagando de up to date que acham que ser sádico é simplesmente comprar chicotinhos em sex shop da Augusta antes de se jogar no Vegas e na Lôca. Então, tá! Vai acreditando, gata borralheira, que o mundo é a Oscar Freire, o Pátio Higienópolis e férias de julho em Ibiza!
E eu não sou sadomasô, cara-pálida, apesar de minha coleção de algemas (essa excentricidade é apenas manifestação de um transtorno tripolar que o meu analista junguiano acabou de classificar como complexo de capitão Nascimento). Eu nunca fiz essa linha pit-lessy. Sou tipo Madame Bovary, romântico, com os pés no mundo da lua... Lua e maré cheia, tá! E tem +: Gosto de carinho, cheirinho no cangote, cosquinha no dedão do pé... E não falo + de minha intimidade. Hehehe!
E + uma vez, parabéns pro povo dos Satyros. Eles arrasam, são incríveis! O Rodolfo arrebenta. E o Ivan Cabral – a minha branca de neve preferida - é um fofo. Os dois são DEZ!!! A maratona teatral das Satyrianas prova como esses caras vêm dando mó gás na cena de Sampa. E sem deslumbramentos, com o pé no chão, muita ousadia, criatividade e, o que é + importante, bastante TESÃO.

“O teu amor é uma MENTIRA que a minha vaidade quer”

O filme coreano "Lies" vai além de "Império dos Sentidos": é forte, violento e com muito sadomasoquismo. Uma verdadeira dupla do barulho: ela, uma adolescente de 18 anos; ele, um escultor de 38. J. e Y. são os personagens centrais de "Lies", um filme coreano que lembra bastante o "Império dos Sentidos", de Nagisa Oshima. Mas “Lies" talvez seja pior, no sentido de + forte, que o seu antecessor, pelo fato de contar com muita pancadaria. Isso aí: é sadomasoquismo o tempo inteiro. A menina Y. perde a virgindade com um homem, no caso J., a quem conhecera pelo telefone. A partir daí os dois fazem um sexo cada vez mais sofisticado. O filme no cinema é uma loucura, literalmente. A platéia quase sempre passa mal. Uns de nojo, outros de excitação, outros de perplexidade. Mas a boa novidade é que este filme de Jang Sun Woo, baseado em um livro homônimo, já está disponível em vídeo. "Vou bater em você até morrer", diz J. à amada. Parece até a cena de estrangulamento do antecessor "Império dos Sentidos". Aliás, essa temática da violência e do sexo não é nada estranha no campo das artes eróticas. Basta lembrar da personagem feminina, ainda de "Império dos Sentidos", que cortou o sexo do namorado para gozar mais e mais. Delícia... hehehe... Mas fazer o erótico - ou como queira, pornográfico - é bem difícil e, por isso mesmo, "Lies" é um senhor filme.

"Belle de Jour"



Algumas belezas são eternas. E já foram eternizadas, inclusive, no cinema.
E vamus combinar que vale a pena ver de novo o filme "Belle de Jour", de 1967, que mudou a história do erotismo mundo afora...
“Sempre é hora para assistir novamente "Belle de Jour", filme de 1967 de Luis Buñuel. Isso porque ele guarda segredos para além do óbvio de uma mulher que sai em busca de suas fantasias sexuais. O filme é isso, mas é isso aliado ao surrealismo, e aos movimentos da personagem Sevérine que influenciaram a obra erótica posterior no mundo inteiro.
"Belle de Jour" é como um quadro de René Magritte, o "Le Viol" de 1934. Nele, o sexo da mulher vai até a cabeça e o ânus até a boca. E Séverine é mais ou menos essa mulher que troca uma vidinha estável, para estar na rua e nos braços de muitos homens.
Surrealistas são os seus sonhos, e aí mais uma alegoria a Magritte. Os passos de carruagem. O sadomasoquismo e todas as "bobagens" que passam pela cabeça da personagem não podem ser desperdiçados.
Para quem lê o filme como "a dona de casa que vira puta" está na hora de revê-lo com todas as suas minúcias. Reparar também que não tem música (o que traria muita informação para o conteúdo). Seus ruídos são fantásticos, assim como os parceiros de cama de Catherine Deneuve.
Vamos pensar o erotismo a partir de "Belle de Jour" pois ele tem muito a nos contar.