quinta-feira, 23 de setembro de 2010

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

POROROCA na Revista VEJA




















Dirceu Alves Jr. (VEJA-SP):
De Zen Salles. Escrito pelo autor maranhense, o texto montado pelo Núcleo Experimental do Sesi é inspirado nas lendas e mitos do seu estado natal para narrar os efeitos que os fenômenos naturais causam nos moradores das margens do Rio Mearim. Entre esses personagens estão a índia Jacy, que de tão velha já perdeu até a sombra, e brincantes do bumba meu boi que tiveram suas pernas devoradas pelas piranhas. A direção do experiente Sérgio Ferrara conseguiu extrair a sensibilidade e beleza das palavras do autor e, mesmo com muita simplicidade, surte efeito.

domingo, 8 de agosto de 2010

SIAMESES no MASP

Enquanto a maioria das pessoas projeta no outro o seu desejo de plenitude, dois irmãos SIAMESES só querem uma coisa na vida:
a SOLIDÃO!!!







SINOPSE:
Minutos antes da CIRURGIA de separação de seus CORPOS, dois irmãos SIAMESES vivem as angústias de uma decisão que mudará suas VIDAS para sempre.































O projeto Letras em CENA do MASP apresenta:

Dramaturgia: ZeN Salles
Elenco:
João Signorelli (consagrado ator de teatro, cinema e televisão)
Bertrand Duarte (um dos mais premiados atores do cinema brasileiro, vencedor do Kikito pelo clássico "SUPEROUTRO")
Direção: Fernando Guerreiro



GÊMEO DA ESQUERDA – Não sei como tudo isso aqui vai acabar mas eu... Eu sei muito bem o que eu quero e você já tá cansado de saber disso.
GÊMEO DA DIREITA – Você pensa que sabe o que quer, mas não sabe é de NADA, pensa que eu não sei?
GE – Por que você tem sempre que saber tudo o que eu sei, hã?
GD – Mas eu nunca quis saber nada sobre o que você sabe, eu simplesmente sei! Sempre foi assim: você sabe o que eu sei e eu sei o que você sabe.
Os SIAMESES se encaram, firmam seus olhos um no outro e se perdem em seus olhares angustiados.
GE – De um jeito ou de outro, cada um de nós seguirá o seu rumo.
GD – Sozinhos?
GE – Finalmente!


"We writhed under a red light...
Voodoo smile, siamese twins"


quinta-feira, 29 de julho de 2010

POROROCA nos PALCOS da PAULISTA!!!





















Depois de um processo de seleção rigoroso com mais de 200 textos, onde 12 dramaturgos foram escolhidos para fazerem parte do Núcleo de Dramaturgia SESI/British Council durante um ano, a peça “POROROCA”, de autoria de Zen Salles, é a escolhida para montagem no SESI da Av. Paulista.

POROROCA estreia em 14 de SETEMBRO, com direção do premiadíssimo Sergio Ferrara.
As leituras serão programadas para ir a público uma vez ao mês, entre agosto e dezembro de 2010.
Os textos selecionados são:

- “Pororoca”, de Zen Salles (Montagem) - “cada tanto todo vuelve como ahora”, de Paloma Vidal (Leitura Dramática)
- “Um Sol Cravado no Céu da Boca”, de Drika Nery (Leitura Dramática)
- “No Bico do Corvo”, de Luís Roberto de Souza (Leitura Dramática)
- “Elas”, de Bárbara Araújo (Leitura Dramática)


As peças foram escolhidas por uma comiss ão formada por representantes do SESI-SP, British Council e pela coordenadora literária do projeto, Marici Salomão.





















Veja os comentários de diretores, autores e alguns artistas consagrados quem já leram a POROROCA:

"Acabo de ler POROROCA com muitas lágrimas nos olhos. Parabéns, Zen! Nasce um dramaturgo de primeira!", Marici Salomão, autora teatral e coordenadora do Núcleo de Dramaturgia do SESI/British Council.

"Sua peça é fabulosa, a mais poética e bem construida que tive o prazer de ler nesses últimos tempos", Sergio Ferrara, diretor da montagem da POROROCA que estreia no dia 14 de SETEMBRO com temporada até o final de 2010 no SESI da Av. PAULISTA.

"Zen, li e gostei muito de seu texto, tenho certeza que vai ser linda a trajetória dele. Beijão", Newton Moreno, premiadíssimo autor e diretor dos Fofos Encenam.

"Li seu texto e gostei muito e te digo que tem muita pessoalidade e rigor na escrita. E isso é raro fundamento para qualquer dramaturgia. Parabéns! Mande-me mais textos quando tiver. Bjs", Yara de Novais, grande diretora teatral.

"Estou emocionadíssimo com essa peça, ela é realmente fantástica, uma verdadeira obra-prima", Fernando Neves, diretor e ator dos Fofos Encenam, na primeira leitura da POROROCA no Núcleo de Dramaturgia do Sesi/British Council.

"Parabéns Zen, que maravilha essa notícia!!! Quero ser convidada para a sua peça. Estamos todos precisando de bons dramaturgos como vc. Beijos e saudades", Tereza Menezes, uma das maiores teatrólogas do Brasil.

"Que alegria! vc merece tudo o que está acontecendo na tua vida, parabéns e super bjo", Clovys Tôrres, consagrado ator de teatro e idealizador do projeto Letras em Cena do MASP.

"Parabéns, Zen. Isso é fruto da sua persistência e do investimento sistemático no seu objetivo central, que é transformar-se num autor de qualidade", Bertrand Duarte, Kikito de Melhor Ator do Festival de Gramado por sua atuação no elogiado "SUPEROUTRO".

"PARABÉNS, Zen, vc é um grande autor, sempre acreditei no teu talento, muita MERDA pra POROROCA", João Signorelli, consagrado ator de teatro, televisão e cinema.

O dramaturgo espera a POROROCA passar:

sábado, 10 de julho de 2010

Quero ser TIM Burton!!!

Uma ANIMAÇÃO marcante:
http://www.youtube.com/watch?v=QkmKhd_h3lk




















O ano era 1982 e Tim Burton – apesar de já está trabalhando com animação no Walt Disney Studios – ainda não era nem a sombra do consagrado diretor de cinema que se tornaria mais tarde. Mas foi justamente nesse ano que Tim fez “Vincent”, o seu primeiro curta-metragem, todo gravado em stop-motion e que já denuncia a atmosfera bizarra e gótica tão patente na obra desse diretor de sucessos como “Eduard Mãos de Tesoura”, “Batman – O Retorno”, “Big Fish” e, mais recentemente, a versão em 3D para o clássico “Alice no País das Maravilhas”.
E por mais estranho que possa parecer, “Vincent” é uma animação de TERROR feita especialmente para público INFANTIL. Em preto e branco e com uns traços angulosos, o clima sombrio desse curta passa longe do jeito Disney de fazer animação. Só que a estranheza é uma arte que Tim Burton domina bem e “Vincent” mostra as travessuras de um garoto que sonha em ser igualzinho ao seu ídolo, o ator americano Vincent Price (1911-1993), que se projetou em filmes assombrosos baseados na obra do escritor Edgar Allan Poe.
Aliás, sabe quem é o dono daquela risada assustadora no final de “Thriller”, o histórico clipe de Michael Jackson? É ele mesmo, Vincent Price! E como um fã assumido de Vincent, Tim Burton quis prestar essa homenagem, escrevendo, desenhando e dirigindo “Vincent”, uma animação quase autobiográfica do próprio Tim, que conta com a voz inconfundível de Vincent Price narrando tudo.
O curta, que tem mais ou menos cinco minutos de duração, virou uma verdadeira febre no YouTUBE entre os fãs de todas as idades de Tim Burton. São impagáveis as cenas em que Vincent quer mergulhar a sua tia velha num balde de cera para, depois, exibi-la no seu museu... Ou quando ele quer transformar o seu pobre cachorro Abacrombie em um terrível zumbi.
Depois viriam outras animações como “A Noiva Cadáver” e o bem-sucedido “O Estranho Mundo de Jack”. Mas é com “Vincent” que começa – tão estranho como o próprio Tim Burton – a carreira desse que é indiscutivelmente um dos mais inventivos diretores da indústria cinematográfica norte-americana.






*** Esse texto foi desenvolvido para a Oficina de Crítica de Cinema, ministrado por Christian Petermann (Revista SET, Rolling Stones, Folha de São Paulo e etc.)

Yo La TENGO!!!

Uma trilha SONORA bacana:
















Quando foi lançado em 2006, o filme “Shortbus” polemizou por causa de suas cenas de sexo explícito. Mas os cinéfilos mais atentos puderam ver – e escutar – que, além dos tórridos encontros num clube undergroud de uma Nova York pós-atentado de 11 de Setembro, a trilha sonora também é um dos pontos altos desse filme.
Michael Hill e o grupo de indie rock Yo La Tengo assinam toda a trilha sonora de “Shortbus”, onde se destacam belíssimas canções como “Love Will Take Over”, “In The End”, “Boys of Melody”, entre outras mais. E para quem ainda não sabe, Michael Hill tem conquistado grande destaque dentro da mais recente cena roqueira nova-iorquina. Já o Yo La Tengo é um grupo que surgiu há mais de 20 anos em Nova Jersey, dono de uma trajetória de excelentes discos e enorme respeito no cenário musical norte-americano.



















Além da inquestionável qualidade de sua trilha sonora, o mais bacana em “Shortbus” é que, em algumas de suas cenas, as músicas são executadas em performances beeem inusitadas, como é o caso das duas backing-vocals que cantam penduradas de cabeça para baixo num balanço, vestidas em “trajes” minúsculos que lembram olhos e grandes lábios. Sem falar que, em “Shortbus”, o Hino Nacional dos Estados Unidos é cantado como nunca se viu em toda a história do cinema mundial.
Para quem quiser ver – e também escutar – toda essa manifestação de intenso patriotismo norte-americano, é só conferir sem o menor pudor esse filme dirigido pelo cineasta Jonh Cameron Mitchell, que também traz em seu currículo o musical “Hedwig: Rock, Amor e Traição”.


























ACESSE: http://www.youtube.com/watch?v=bDfer2J-Vpk

*** Esse texto foi desenvolvido para a Oficina de Crítica de Cinema, ministrado por Christian Petermann (Revista SET, Rolling Stones, Folha de São Paulo e etc.)

quinta-feira, 17 de junho de 2010

AbaiXo a GRAVIDADE!!!

Uma ATUAÇÃO marcante no CINEMA por ZEN SALLES:


























Foi no ano de 1989 que o filme “Superoutro”, do cineasta baiano Edgar Navarro, entrou para a história do cinema brasileiro. O média-metragem de 45 minutos impressiona principalmente pela atuação de seu protagonista Bertrand Duarte. E por causa desse seu trabalho tão visceral, Bertrand faturou o Kikito de Melhor Ator no Festival de Gramado, o mais importante prêmio do cinema brasileiro.

“Superoutro” conta as desventuras de um louco que sai pelas ruas de sua cidade subvertendo a (des)ordem das coisas, dizendo verdades que só os loucos ousam dizer, desamarrando assim as camisas-de-força que a própria sociedade criou para camuflar os seus desejos mais descarados.

O conflito desse herói é com as amarras de uma sociedade que adora pregar a liberdade como um bem maior e necessário, mas que, por outro lado, ela só nos oprime com o seu modo de vida cada vez mais esquizofrênico. "Acorda HUMANIDADE", grita ele com tom de provocação. E o grande desejo do Superoutro é voar, sair desse mundo e simplesmente voar, como todo e qualquer superherói que se preze. "Abaixo a GRAVIDADE", anarquiza enquanto se joga pelos ares.

A saga desse típico herói brasileiro (ou seria anti-herói?) não poderia ser mais bizarra, chegando até ao explicitamente escatológico em algumas de suas cenas. Mas, nem por isso, essa saga deixa de ser poética. Aliás, justamente por causa de sua extrema ousadia é que a sua poesia se mostra tão perturbadora, crua e humana.

Bertrand Duarte já era um dos atores mais expressivos da cena teatral de Salvador quando aceitou o convite de Edgar Navarro para interpretar o personagem principal em “Superoutro”. Ele me contou que o seu processo de preparação para esse papel foi muito intenso e que, em alguns casos, ele teve até que pedir uma “autorização sobrenatural” para poder fazer determinadas cenas. Como, por exemplo, na cena onde ele devora uma das milhares de oferendas espalhadas pelo litoral da Baia de Todos os Santos.

Lembro que a primeira vez que assisti “Superoutro” as suas fortes imagens, em princípio, me incomodaram um pouco. Até porque é muito difícil ficar totalmente indiferente com as cenas onde ele defeca ou até mesmo quando se masturba enquanto assiste ao programa “Roletrando” do Sílvio Santos. Logo depois do impacto inicial, eu fui me deixando levar pela louca viagem desse herói “made in Brazil”. E foi aí que eu descobri toda a sua desconcertante e nada sutil lucidez.

Também é bom lembrar que, depois de “Superoutro”, Bertrand atuou em outros importantes filmes do cinema nacional, como em “Alma Corsária” do Carlos Reichenbach. Mais recentemente, ele fez “Dawson, La Isla 10”, do cineasta chileno Miguel Littin e, também, ganhou o Prêmio de Melhor Ator da edição 2009 do Festival de Cinema do Paraná, pelo seu trabalho em “Pau Brasil”, dirigido por Fernando Bélens.

E mais: Bertrand Duarte e Edgar Navarro se reencontram 20 anos depois, agora no longa “O Homem que Não Dormia”, totalmente gravado na Chapada dos Viadeiros, lá na Bahia, e que traz em sua trama fortes elementos do folclore do Nordeste brasileiro. Esse filme, que é um sonho de Edgar Navarro que durou cerca de 30 anos entre a produção do roteiro e o início de suas gravações, já tem estreia prevista para o ano que vem.

*** Esse texto foi desenvolvido para a Oficina de Crítica de Cinema, ministrado por Christian Petermann (Revista SET, Rolling Stones, Folha de São Paulo e etc.)


Comentário do Christian sobre o texto acima:
“Excelente escolha, texto único, bem exposto, com boas informações; e também compartilha uma experiência pessoal com um filme raro”