segunda-feira, 14 de setembro de 2009

ParasiTa aTemporal!!!

SeXta passada, enquanto o país inteiro parava pra assistir o mesmo final de sempre de uma novela das oito, que na verdade é das NOVE (há + de 40 anos, final de novela é sempre a mesma bosta, né?), eu fui fazer um programinha beeem + interessante...
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Fui ver PARASITA, uma peça do CARALHO protagonizada por Clôvis Tôrres & Luciana RamanZini, ambos sob a direção do tb dramaturgo Lucianno MaZZa.
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A peça, de autoria da Gabriela Mellão, apresenta uma relação de DEPENDÊNCIA entre dois seres atemporais e, ao mesmo tempo, vítimas de um tempo que os fortifica e os fragiliza no decorrer da peça.
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O texto de PARASITA é sarcástico, ácido mesmo, com uma poesia cruelmente crua, falando – entre outras coisas - de como gostamos de certos tipos de massagens, principalmente quando o nosso EGO é massageado.
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A solidão tb é analisada nesse teXto genial, sempre dentro daquela perspectiva que torna o chamado “mal do século” uma espécie de SINÔNIMO de abandono (coisa que, por sinal, eu questiono no meu teXto “SIAMESES”, mas isso é um outro & longuíssimo papo).
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E a encenação de PARASITA aposta no MINIMALISMO, dosando na medida eXata momentos de eXtrema delicadeZa & enorme intensidade.
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Mas o que + me emocionou nesse espetáculo teatral foi a interpretação primorosa do CLÓVIS TÔRRES (assim mesmo, com assento agudo e circunfleXo no nome, diferenciado do outros, rs), que rejuvenesce e envelhece no seu personagem sem utilizar nenhum artifício de maquiagem ou coisinha do gênero.
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Sem a menor sombra de dúvida, um puta trabalho de ator, um dos melhores que vi nesse ano. E olha que eu até ando vendo interpretações bem marcantes, como foi o caso dos atores incríveis de "Vau da Sarapaia", "Raptada pelo RAIO", "Memória da Cana", etc.
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Em PARASITA, Clôvis mistura força & sensibilidade com movimentos corporais que prenderam a minha atenção o tempo todo, um tipo de trabalho corporal que só os atores de primeiríssima linha possuem.
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E a tal da Luciana RamanZini tb não fica atrás, muito pelo contrário, é uma atriz a altura do talento do Clôvis...
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Aliás, diga-se an passan, o Clóvis é realmente um TESÃO de ator, merece toda as sedas rasgadas do meu back, pq é um tipo muito raro de ator, do tipo que vc assiste e já te inspira logo uma puta vontade de escrever uma peça pra ele.
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Eu já tinha assistido um trabalho dele em “Maria Mutuca” uns anos atrás, outra interpretação desse cara que eu achei muito FODA de boa, onde ele tb mostrava todo um domínio de movimentos corporais em conjunto com os seus recursos vocais e que foi impossível não aplaudi-lo de PÉ no final.
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E é isso aê: virei fã desse puta ator e juro que ainda me atreVo a escrever uma peça pra ele... hehehe!!!
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